O filme “Orlando, Minha Biografia Política”, de Paul Preciado, mais parece um documentário feito às pressas por um grupo de alunos ginasianos às voltas com um trabalho escolar. Talvez ele ostente deliberadamente esse aspecto de amadorismo improvisado, “experimental”, despojado, evidenciando os poucos recursos da produção, pois seria formalmente condizente com seu caráter de denúncia e reivindicação, seu caráter panfletário, a urgência de realizar uma missão, passar uma mensagem maior. Preciado não quer fazer “arte”, sua preocupação maior é a defesa da causa trans.
