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Por Milkylenne Cardoso
9 Min Read

07:15 – Refugiados da Ucrânia ultrapassam 1,5 milhão

O número dos que atualmente fogem da invasão da Ucrânia pela Rússia ultrapassou 1,5 milhão, relatou a Organização das Nações Unidas neste domingo.

“Mais de 1,5 milhão de habitantes da Ucrânia procuraram os países vizinhos em dez dias. Esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”, escreveu o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, no Twitter, citado pela agência de notícias AFP.

A invasão russa está sendo condenada pela generalidade da comunidade internacional, que responde com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções econômicas para isolar ainda mais Moscou, além de ajuda humanitária à população. (Lusa,AFP)

04:50 – OMS registra ataques a estabelecimentos de saúde na Ucrânia

A Organização Mundial de Saúde confirmou a ocorrência de “diversos” ataques a estabelecimentos de saúde na Ucrânia e está investigando outros.

Os ataques provocaram várias mortes e ferimentos, escreveu o chefe da OMS, Tedros
Adhanom Ghebreyesus, no Twitter neste domingo.

“Ataques contra estabelecimentos ou profissionais de saúde desrespeitam a neutralidade médica e são violações ao direito internacional humanitário”, afirmou ele, sem mencionar a Rússia. (Reuters)

04:30 – Maioria dos alemães quer punição a Schröder por vínculo com Putin

A maioria dos alemães quer que o ex-chanceler federal Gerhard Schröder seja expulso do Partido Social-Democrata (SPD), a sua legenda, em função de seus vínculos com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seus cargos mantidos em estatais russas.

Schröder sofre questionamentos na Alemanha há vários anos por essa ligação, mas a intensidade das críticas cresceu após a invasão da Ucrânia e a falta de uma condenação, por parte do ex-chanceler, à iniciativa de Putin.

Uma pesquisa realizada na sexta-feira com 1.005 pessoas pelo instituto Insa para o jornal Bild am Sonntag mostrou que 82% dos eleitores do SPD consideram que Schröder deveria ser expulso do partido. Na população em geral na Alemanha, esse percentual é de 74%.

Além disso 79% dos eleitores do SPD, e 75% dos alemães em geral, querem que a aposentadoria paga a Schröder por ele ter sido chanceler federal seja cancelada, assim como os benefícios concedidos a ex-ocupantes do mais alto cargo político na Alemanha.

Na quinta-feira, o atual chanceler federal, Olaf Scholz, também do SPD, afirmou que Schröder deveria renunciar aos seus cargos em estatais russas, e o diretório social-democrata da cidade de Heidelberg protocolou um pedido para que ele seja expulso do partido. (DPA)

4:00 – Rússia ataca áreas habitadas como reação à resistência ucraniana, diz inteligência do Reino Unido 

Um relatório da inteligência do Reino Unido afirmou neste domingo que as forças armadas da Rússia estavam atacando áreas habitadas na Ucrânia. O documento diz ainda que a resistência dos ucranianos estava reduzindo a velocidade do avanço de Moscou.

“A escala e a força da resistência ucraniana continua a surpreender a Rússia, (…) [que] respondeu atacando áreas habitadas em diversos locais, incluindo Kharkiv, Chernihiv e Mariupol.”

Segundo a inteligência britânica, “a Rússia usou antes táticas similares na Tchetchênia em 1999 e na Síria em 2016, usando tanto ataques aéreos como por terra”. (Reuters)

02:30 – Caças russos atacam cidades no nordeste da Ucrânia

As cidades de Sumy e Lebedin, no nordeste da Ucrânia, continuaram a sofrer ataques de militares russos no sábado, afirmou o chefe da administração local de Sumy, Dmytro Zhyvytskyi.

Caças russos destruíram um armazém de alimentos e materiais de construção e um estacionamento no sábado, segundo ele. Uma usina de eletricidade e aquecimento já havia sido destruída na sexta-feira.

O aquecimento não funciona mais em toda a cidade de Okhtyrka, localizada entre Sumy e Lebedin, e em alguns locais também não há mais fornecimento de água e eletricidade. A informação não pode ser verificada de forma independente. (DPA)

02:15 – Autoridades dos EUA vão à Venezuela para tratar de Rússia

Altas autoridades do governo dos Estados Unidos viajaram para a Venezuela no sábado para se reunir com representantes do governo de Nicolás Maduro, segundo o jornal The New York Times.

A viagem marca a primeira vista de oficiais do alto escalão do governo americano a Caracas, em um momento que a Casa Branca amplia os esforços para isolar a Rússia na arena internacional.

Os Estados Unidos cortaram relações diplomáticas com a Venezuela em 2019, depois de acusarem Maduro de fraude eleitoral.

Existe nos Estados Unidos uma avaliação de que a Venezuela poderia se tornar uma ameaça de segurança, considerando seus laços estreitos com a Rússia.

O The New York Times também reportou que alguns membros do Partido Republicano estão envolvidos nas conversas com Caracas para retomar o comércio de petróleo entre os dois países, um movimento que poderia reduzir as importações de petróleo dos Estados Unidos da Rússia.

23:15 – EUA e Polônia discutem transferir caças russos à Ucrânia

Os Estados Unidos estão discutindo com a Polônia a possibilidade de fornecer caças militares russos MiG29 e Su-25 para a Ucrânia. Em troca, as forças armadas americanas dariam aos poloneses jatos americanos F-16.

A informação foi relatada por uma autoridade de defesa dos EUA à agência Dow Jones. A eventual operação ainda está em negociação e seus termos não estão claros.

O fornecimento de caças russos foi um dos pedidos feitos pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em uma videoconferência com parlamentares americanos neste sábado.

Um porta-voz da Casa Branca disse que os Estados Unidos estão consultando outros países da Otan sobre a operação. “Há uma série de questões práticas desafiadoras, incluindo como os aviões podem realmente ser transferidos da Polônia para a Ucrânia”, afirmou, sob anonimato. (ots)

23:00 – Zelenski pede a ucranianos que lutem

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, fez um discurso em vídeo na noite de sábado em que pediu aos cidadãos do país que lutem para expulsar os militares russos.

“Temos que ir para fora! Temos que lutar! Sempre que houver uma oportunidade”, disse.

Ele disse que civis desarmados resistiram a unidades militares russas em diversas cidades, inclusive na cidade portuária de Kherson, no sul, o que torna a ocupação pelos invasores mais difícil.

Zelenski afirmou ainda que era importante impedir a criação de novas autoproclamadas “repúblicas populares” pró-Rússia no território ucraniano, similar a outras duas que já existem no leste do país. (DPA)

20:43 – Visa e Mastercard suspendem operações na Rússia

As gigantes mundiais de cartões Visa e Mastercard anunciaram na noite deste sábado a suspensão das operações na Rússia. A Mastercard “decidiu suspender a rede de serviços na Rússia”, e a Visa “cessará todas as transações nos próximos dias”, disseram as duas empresas em comunicados.

A Mastercard disse que os cartões emitidos por bancos russos deixarão de ser suportados pela rede e qualquer cartão emitido fora do país não funcionará em lojas ou caixas automáticos russos. “Não tomamos esta decisão de ânimo leve”, afirma a Mastercard no comunicado, acrescentando que a mudança foi feita após discussões com clientes, parceiros e governos.

A Visa disse que está trabalhando com clientes e parceiros na Rússia para cessar todas as transações ao longo dos próximos dias. “Somos obrigados a agir na sequência da invasão (…) da Rússia à Ucrânia, e dos acontecimentos inaceitáveis a que assistimos”, disse o presidente e diretor executivo da Visa, Al Kelly, também em comunicado.

“Esta guerra e a constante ameaça à paz e à estabilidade exigem que respondamos de acordo com os nossos valores”, acrescentou Kelly. (AFP)

Fonte: AFP Europa.

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