As forças russas estão atacando a fronteira no norte de Kharkiv, na Ucrânia, em pequenos grupos na tentativa de quebrar a linha de frente inimiga, enquanto o comandante ucraniano responsável pela região foi substituído.
“O inimigo está tentando esticar a linha de frente deliberadamente, atacando em pequenos grupos, mas em novas direções, por assim dizer”, afirmou hoje o governador da região, Oleh Syniehubov, à imprensa local, acrescentando que as forças ucranianas estavam contendo as tropas russas, mas havia uma ameaça real de que os combates pudessem se espalhar para novos locais.
O avanço da ofensiva russa obrigou a Ucrânia a trocar o comando responsável pela linha de frente no nordeste de Kharkiv, nomeando o experiente general Mykhailo Drapatyi para o cargo. Segundo as autoridades ucranianas, a troca foi efetuada em 11 de maio, sem divulgar o motivo.
A Rússia afirma que tem feito avanços significativos nos últimos dias ao longo da fronteira na região de Kharkiv, entrando na cidade fronteiriça de Vovchansk, o que a Ucrânia contesta.
Enquanto isso, a cidade tem sido alvo de bombardeios pesados nos últimos dias, com milhares de residentes sendo evacuados. Esses bombardeios têm sido fatais para a Ucrânia, que está derrubando uma proporção muito menor dos mísseis russos com seu sistema de defesa aéreo enfraquecido.
Nos últimos seis meses, a Ucrânia interceptou cerca de 46% dos mísseis russos, em comparação com 73% no período de seis meses anterior, segundo uma análise do “Wall Street Journal” (WSJ) dos dados diários do Comando da Força Aérea Ucraniana.
O aumento do bombardeio está destruindo infraestrutura e cidades, enquanto esgota o já escasso suprimento de mísseis da Ucrânia, que o país precisa para manter a força aérea russa longe de seus céus.
Os próximos dois meses ou mais serão cruciais para determinar se a força aérea russa pode ser contida antes que novos suprimentos de defesa aérea do Ocidente cheguem à Ucrânia, afirmou um oficial de inteligência militar europeu ao (WSJ).
