Ripple anuncia vencedores brasileiros de programa de grants e mostra interesse no Drex | Criptomoedas

Por Milkylenne Cardoso
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A Ripple anunciou os desenvolvedores brasileiros selecionados a receber grants – recompensas no token XRP – por seus projetos no mundo dos criptoativos e os executivos da companhia demonstraram interesse em iniciativas ligadas ao Drex, o projeto de tokenização do real encabeçado pelo Banco Central.

Os projetos vencedores foram o Cointimes (grant de US$ 80 mil), um plugin x-to-earn; goAssets (US$ 100 mil), um produto de tokenização de ativos reais; Amora (US$ 100 mil), um aplicativo de shopify para NFTs; XRPL Elixir (US$ 10 mil), que permite que desenvolvedores interajam com o XRP via APIs; ThingsGo.Online (US$ 75 mil), um sistema de recompensas; Vortex (US$ 100 mil), plataforma que permite a criação de competições e promoções customizadas; xLux (US$ 100 mil), exchange descentralizada de conhecimento; Cryptum (US$ 50 mil), que integra o blockchain XRP com qualquer aplicação; XRPL Rosetta (US$ 50 mil), explorador de dados fiduciários através de visualização.

Silvio Pegado, diretor da Ripple para América Latina, afirma que o programa dá apoio e cria interesse para que o ecossistema de desenvolvedores crie coisas interessantes. A Ripple disponibiliza até 1 bilhão de tokens XRP (aproximadamente US$ 500 milhões) em grants para projetos cripto no mundo todo. No programa atual, pela primeira vez foi constituída uma banca para avaliar especificamente os projetos de desenvolvedores brasileiros.

O tamanho da recompensa depende de quanto impacto aquele projeto terá para desenvolver o ecossistema cripto, segundo Pegado. “Depende de quão integrado e o tamanho do programa. Já houve um grant de US$ 200 mil”, conta.

Hoje, o executivo explica que a Ripple está bastante interessada em aplicações que tragam interoperabilidade entre o blockchain XRP Ledger e a Hyperledger Besu, rede de registro distribuído (DLT) escolhida pelo BC para ser o bloco de construção do Drex. “O governo escolheu a Hyperledger Besu, que é uma rede compatível com [Ethereum Virtual Machine] EVM. BC e [Comissão de Valores Mobiliários] CVM podem desenvolver tecnologias nas quais o XRP possa fazer parte”, avalia.

Pegado elogiou a postura dos reguladores brasileiros, especialmente diante dos problemas judiciais que a Ripple teve com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). No ano passado, a Ripple venceu uma disputa judicial com a SEC sobre a possibilidade do token XRP ser considerado um valor mobiliário não registrado.

“É uma pena que com toda essa confusão da SEC na qual fomos vitoriosos, a Ripple seja uma empresa americana que não consegue evoluir dentro de casa. Em alguns lugares existe uma negação, e em outros uma postura de querer saber mais, de dar suporte. Por isso, o Brasil é o nosso foco número um na América Latina”, declara o diretor da Ripple.

Pegado diz que o crescimento do mercado de criptoativos em um país depende de três fatores: ambiente regulatório, indústrias relevantes apoiando o tema e um ecossistema de desenvolvedores robusto. Para ele, o Brasil já possui dois dos três pilares, com reguladores que não querem coibir a inovação cripto e grandes instituições financeiras, tais quais Itaú e BTG, envolvidas em projetos de tokenização e desenvolvimento de stablecoins.

Do lado dos desenvolvedores, o executivo espera que programas como os grants ajudem o mercado a crescer. “O desenvolvedor tem um ciclo de vida que vai dos pequenos hackatons a ter uma boa ideia e um grant, e depois uma rodada de investimento série A para sua startup. Quando os principais players do mercado estão impulsionando isso, e trazem todo mundo para a conversa, começam a gerar demanda para os desenvolvedores continuarem crescendo.

Fonte: valor.globo.com

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