O lançamento do mais recente álbum da cantora britânica Charli XCX fez com que uma “onda verde” viralizasse na internet. Intitulado “Brat”, o disco traz uma capa simples, com o título sobre um fundo verde lima, que logo virou tendência entre usuários das redes sociais.
O álbum foi lançado no dia 7 de junho. O título, “Brat”, pode ser traduzido para algo como “pirralho” em inglês.
Charli, em post, explica que, por trás da escolha da identidade visual do disco estava um questionamento à indústria musical. No ponto de visa da cantora, “a constante demanda por acesso aos corpos e rostos das mulheres na capa dos álbum é misógina e chata”.
Logo, a cor chamativa e pouco vista naturalmente foi adotada como “meme” pelos usuários, que fizeram piadas envolvendo objetos e itens da cultura pop que usavam a mesma cor ou tons de verde.
Marcas surfam na onda ‘Brat’
Aproveitando o “hype” encabeçado por Charli XCX, perfis brasileiros de várias marcas também aderiram à tendência e mudaram a cor original de suas logomarcas na rede social X (ex-Twitter). Na lista, estão Uber, Duolingo e Burger King, por exemplo.
Esse tipo de estratégia conversa com a geração Z, na avaliação de João Finamor, professor do departamento de Marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
“Esse tipo de conteúdo ressoa com a geração Z, que cresceu no universo digital, onde os memes são parte integrante de sua linguagem cotidiana. Empresas que participam de memes relevantes podem construir conexões mais fortes e autênticas com essa geração”, diz ao Valor.
Ele lembra que a capa do álbum “Versions of Me”, de Anitta, gerou um engajamento similar ao “Brat” quando foi lançado, em 2022.
O álbum traz vários bustos da cantora carioca em momentos memoráveis de sua carreira e bastante conhecidos pelo seu fandom — como são chamados os fãs mais engajados. Na época, a imagem foi usada em montagens com outras personalidades, marcas e até anônimos.
“Diversas marcas criaram suas próprias versões da capa, engajando-se de maneira divertida e criativa com o público. Esse tipo de ação, quando bem executada, pode gerar uma conexão emocional significativa, mostrando que a marca é atual, relevante e alinhada com as tendências culturais”, afirmou.
*Estagiária sob supervisão de Diogo Max
