Manhã no mercado: Juros dos EUA e do Brasil devem continuar no foco após estresse de ontem | Finanças

Por Milkylenne Cardoso
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A ata do Federal Reserve (Fed) divulgada ontem à tarde foi considerada conservadora por agentes financeiros e acelerou a alta dos juros futuros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, com temores de que o Fed pode demorar mais do que se projetava para iniciar a flexibilização monetária e de que o número de reduções nas taxas este ano possa ser menor do que o consenso do mercado tem indicado (dois cortes de 0,25 ponto).

Hoje, ficam no radar dados como os pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA (às 9h30, de Brasília) e o índice de gerentes de compras (PMI) preliminar de maio, que a S&P Global publica às 10h45. Às 16h, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, participa de evento.

Os rendimentos dos Treasuries começam a manhã em estabilidade, enquanto o índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de moedas fortes, opera em queda, o que pode ser um sinal positivo de alívio para os ativos domésticos . Já os futuros das bolsas de Nova York avançavam — especialmente o Nasdaq —, após mais um resultado trimestral considerado bastante positivo da gigante de tecnologia Nvidia.

Por aqui, declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a meta de inflação de 3% acrescentaram ruído na sessão de ontem. As opções digitais de Copom continuam indicando maior probabilidade de pausa dos cortes à taxa Selic já na reunião de junho. Hoje, agentes devem acompanhar o diretor de política econômica do Banco Central, Diogo Guillen, em seminário às 11h.

A alta do petróleo Brent no exterior pode ajudar a bolsa brasileira e influenciar moedas ligadas às commodities, como o real; por outro lado, o minério de ferro terminou em baixa na bolsa de Dalian.

Fonte: valor.globo.com

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