A Argentina viverá uma semana decisiva para os rumos do governo. No dia 27 de junho a Câmara dos Deputados deve realizar a 2ª votação da Lei de Bases e do Pacote Fiscal após as medidas terem sido aprovadas no Senado com alterações. O conjunto de leis é o principal projeto do governo do presidente Javier Milei para aplicar sua agenda econômica e política.
Após as modificações feitas no Senado, a Câmara dos Deputados terá que decidir se mantém a versão que recebeu da outra casa parlamentar, se aprova a nova versão com ressalvas ou se insiste na versão aprovada na primeira votação feita na casa.
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Caso a base parlamentar governista insista em aprovar os capítulos barrados pelo Senado, a Câmara teria que novamente fazer a votação geral e por capítulos das propostas, necessitando de dois terços dos parlamentares para as mudanças serem aprovadas.
Segundo o jornal argentino “Âmbito”, pessoas do governo enfatizaram para a Casa Rosada sobre a importância de insistir em alguns temas barrados no Senado, como as propostas para reformas no imposto de renda e sobre bens pessoais, além da lista de estatais a serem privatizadas. O Senado retirou do projeto a possibilidade de privatização de empresas como Aerolíneas Argentinas, Correo Argentino e Radio Nacional
O governo confia que terá votos suficientes para avançar com alguns capítulos barrados no Senado, mas admite que as propostas sobre as privatizações serão mais difíceis de serem aprovadas, segundo o “Âmbito”.
A Lei de Bases está fundamentada em três pontos básicos: o plano de reformas estruturais para ampliar a segurança jurídica a empresas e investidores; o estabelecimento de um arcabouço para reduzir burocracia e regulamentos para a atração de investimento estrangeiro – conhecido como Rigi -; e a concessão de “faculdades extraordinárias” para que Milei.
Já o Pacote Fiscal busca alterar as alíquotas, limites e isenções para o pagamento de impostos no país, além de criar uma nova faixa para o imposto de renda. O projeto teve alguns capítulos barrados pelo Senado que são considerados importantes para o governo, que irá insistir na aprovação quando o texto voltar à Câmara dos Deputados para a segunda revisão.
